sexta-feira, 16 de março de 2012

sobre exposições...

Todo mundo se expõe na vida.
Em algum momento, de alguma forma. 
É natural do ser humano se expor. Mas eu tenho ressalvas.
Há dez, quinze anos atrás nossos pais e familiares já sentavam a sala com as visitas para mostrar os álbuns de família, contar histórias engraçadas, comprometedoras rsrsrsrs Hoje nós fazemos o mesmo, só que nas redes sociais, mostramos nossas casas, nossos quartos, nossos bichos, nossas crianças, nossa intimidade. Contamos para mil, duas mil, um milhão de pessoas se temos pais, onde eles moram, de que, porque os nossos morreram, se fomos assaltados, o que comemos, do que gostamos...
Diariamente expomos nossas fragilidades sem ter a menor noção e dimensão de onde e como vai chegar, pior, de que forma retorna.
-É uma questão de segurança? - Nem tanto.
-É uma questão de intimidade? - Muito mais.
Como 'conhecer' alguém do qual você já sabe tudo? Perder o prazer de degustar pequenas descobertas, um levantar de sobrancelhas, um sorriso envergonhado, a maneira de segurar a caneca de chopp, a xícara de café, mastigar... Tudo isso substituído por uma atualização de status na madrugada e mais segredos revelados, sem mãos para se tocar, olhos... calor.
Dica: assistir Medianeras ...









sobre romantismo e suas coisas...



Pra ser romântico não precisa-se estar apaixonado.
Romântico é aquele que tem fantasia nos olhos, uma alma suave e densa, emoções - sejam elas quais forem - à flor da pele, prontas para serem expostas.
Não quero ser a última romântica, nem uma romântica incurável. quero somente meu pingo de fantasia e desejo pra torcer para que tudo corra bem.

Para ter coragem de seguir em frente todos e dias e buscar mais.
Quero me inspirar e seguir os passos dos bons, dos que não perdem a esperança e sempre tem uma faísca de fogo do fundo nos olhos, a luz no fim do túnel...
Bom dia!! Boa sexta!! Porque não é somente as segundas - feiras que nos dão fôlego pra recomeçar!

terça-feira, 13 de março de 2012

relacionamentos...

Eu ainda não entendo as pessoas que desejam um relacionamento a qualquer custo, de qualquer jeito, a qualquer hora, com qualquer pessoa. Urgente.
Ano passado, mais precisamente 30 de dezembro, eu li algo sobre resoluções de ano novo - na verdade foi um post antigo do Como Assim, Vanessa? Meu outro blog - e não consegui pensar em uma outra resolução para 2012 que não fosse me consertar, me organizar, me arrumar. Me refazer para em 2013 pensar em um relacionamento. ( Veja bem: PENSAR NUM RELACIONAMENTO, NÃO CORRER ATRÁS DE ALGUÉM ) Mesmo entendendo que cada um tem sua carga de passado, traz consigo pedacinhos de relações anteriores, ninguém merece ninguém despreparado, de qualquer jeito: pronto para entrar na vida de outro com a cara e a coragem. Isso pode arruinar muita coisa. Eu não quero arruinar uma vida, assim como não quero a minha arruinada novamente. Se relacionar é estar disposto a ser responsável, sabe a frase boba de Saint Exupéry em O Pequeno Príncipe: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" ? Casa perfeitamente com a frase do nosso poetinha Vinícius de Moraes: "... mas que seja infinito enquanto dure."  Ou seja, enquanto durar essa relação, esse laço ao qual você sozinho se deixou amarrar, você tem uma quantidade de cuidado para com o outro. Respeito, carinho, proteção, presença, são apenas alguns ingredientes. Amor sozinho não é nada, nada faz. Uma vela sozinha não aquece um ambiente inteiro. 

E pra quem pensou:
 "espertinha! No final de 2012 o mundo acaba e você arrumou a desculpa perfeita pra não se amarrar e curtir o ano como se não houvesse amanhã!!"

Esse é o meu tempo... porque nessa terra, nessa vida, há um tempo pra tudo. 

















segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O que você faz ainda aqui?
Porque me alcanças, me busca?
Porque no escuro, na noite, na canto... sozinha. Você sempre aparece.
E eu ainda choro, mesmo que velado, abafado, desiludido, perdido.
Vive o choro.
Sem esperanças, sem luz, só o túnel, um caminho sombrio sem certeza de fim.
Às vezes até um desejo, uma lembrança, um beijo, teu cheiro.
Atada.
Presa sem opção de fuga, garganta fechada, alma velada, vida lacrada.
Sempre no frio, no canto, no escuro.
Sorrindo, falando, andando.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Coisas de precisam ganhar vida




Um querido amigo me falou que pra manter a poesia temos que viver todas as experiências intensamente, de modo especial as que nos fazem sofrer. Concordei com ele, quando eu sofro escrevo melhor, me sinto poeta, inspirada, saem coisas do fundo d'alma.
Ah, então você está sofrendo agora?
- Sofrendo não diria, mas existe um desapontamento o qual estou lutando bravamente contra para que não atrapalhe as outras coisas.
Este é um momento daqueles em que você pensa, não vou mais ser assim, nem agir desta forma porque sempre,chega nesse ponto: alguém lhe desaponta, passa a perna em você. Será que você é bobo?
- Gentil, amigo? Não sei. Acho que não.
Penso que cada um responde à sua natureza. Naturezas por assim dizer não podem ser mudadas, mas ações podem ser policiadas, refreadas. A gente quando quer, sempre consegue ver oi outro com outros olhos, como se fosse eu, como se fosse você... Se coloca no lugar.
Algumas vezes refrear uma ação da nossa natureza, da natureza humana, em outras palavras pensar antes de agir, é simplesmente se importar, não ficar de braço cruzados ou olhando a esmo, como se faz numa viagem longa de ônibus. Às vezes, é só fazer uma simples pergunta, ou realizar um ato de gentileza, como retirar um prato da mesa, apagar uma lâmpada. Ou sorrir.
Eu não sei onde isto vai chegar, se quer realmente chegar. Sei que era isto que eu precisava falar, e só. Não precisa fazer muito sentido, ou ser coeso, inteligente. Basta sair, e saiu.
Obrigada.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

a casa está cheia de flores...

Assim, repleta de flores, todos os dias, desde sempre.
Pra você
meu beija-flor
polenizar,
beijar
sugar
alimentar-se...

sábado, 27 de agosto de 2011

O que há em mim é sobretudo cansaço


Não disto nem daquilo,


Nem sequer de tudo ou de nada:


Cansaço assim mesmo, ele mesmo,


Cansaço.






A subtileza das sensações inúteis,


As paixões violentas por coisa nenhuma,


Os amores intensos por o suposto alguém.


Essas coisas todas -


Essas e o que faz falta nelas eternamente -;


Tudo isso faz um cansaço,


Este cansaço,


Cansaço.






Há sem dúvida quem ame o infinito,


Há sem dúvida quem deseje o impossível,


Há sem dúvida quem não queira nada -


Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:


Porque eu amo infinitamente o finito,


Porque eu desejo impossivelmente o possível,


Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,


Ou até se não puder ser...






E o resultado?


Para eles a vida vivida ou sonhada,


Para eles o sonho sonhado ou vivido,


Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...


Para mim só um grande, um profundo,


E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,


Um supremíssimo cansaço.


Íssimo, íssimo. íssimo,


Cansaço...










Álvaro de Campos

versões

Certas qualidades/virtudes algumas vezes vem acompanhadas de um  sorriso que não se repete.
Acontece uma vez só, por determinado tempo.
Tem uma função.
Que  quando executada.
Fá-lo partir.
Para nunca mais voltar.



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Maltratar não é direito

Moço, maltratar não é direito
Essa mágoa no meu peito
Você sabe de onde vem...

Isso é desamor
E não tem jeito
Um amor quando desfeito
Sempre faz alguém chorar

Eu chorei saudade
Tá doendo

E lá vem você querendo
Outra vez me maltratar...
Um amor só é bom
Quando é prá dois

Eterno é antes e depois

Agora não vou mais me enganar
Não quero mais sofrer, não dá.

Se o teu desejo era me ver
Se deu vontade de saber
Se tô feliz
Até posso dizer que sim.

O teu reinado acabou,
Chegou ao fim
Eu não nasci prá você,
Nem você prá mim...

Arlindo Cruz / Franco